Você vê seu dinheiro como uma pilha ou como uma semente?

Você simplesmente aplica seu dinheiro no investimento da moda ou que foi indicado pelo gerente do banco, ou tenta entender o que está fazendo?

Quando pensamos onde vamos colocar nosso dinheiro, há basicamente duas visões possíveis sobre o assunto:

  1. Acumular todo o dinheiro possível (ou que sobra) e ver essa “pilha” de dinheiro como uma reserva para usar em caso de necessidade. Quando você usar, a pilha diminuirá.
  2. Usar esse dinheiro para comprar coisas que gerem um fluxo de caixa (“ativos”, como já explicamos). Nesse caso, o dinheiro é como uma semente, que irá virar uma árvore que tem como fruto mais dinheiro. Se um dia for necessário, como na aposentadoria, você pode pagar suas despesas com a renda gerada por esses ativos, sem que seja preciso vendê-los. Você come os frutos, e mantém a árvore.

“Como isso influencia os meus investimentos?”

Em geral, quem enxerga seus investimentos como uma pilha de dinheiro para gastar no futuro prefere investir em renda fixa.

Caderneta de poupança, CDB, LCI, LCA, fundos de renda fixa, Tesouro Selic… Investimentos que podem, em tese, ser resgatados para a conta corrente a qualquer tempo e sem grandes perdas (a não ser que haja carência ou algo do tipo).

Já quem enxerga seu dinheiro como um meio para comprar ativos que gerem fluxo de caixa tenderá a comprar ações que paguem dividendos, cotas de fundos de investimento imobiliário (FII), renda fixa que pague cupons…

São caminhos bem diferentes. Você precisa ter clareza sobre o que quer, para não cair na conversa de gerente de banco ou de amigos e familiares… 😉

Qual visão é a melhor?

Bem, as duas visões não são excludentes – deveriam ser complementares.

Você pode (e deve!) ter investimentos que possa resgatar facilmente (ou seja, que tenham liquidez). Eles devem estar em uma reserva de emergência, como já conversamos nesse post:

Como começar uma reserva de emergência.

Mesmo quem quer construir um fluxo de caixa não pode deixar de ter sua reserva de emergência!

Imagine que você ou um familiar tenham um problema de saúde e precisem de dinheiro rápido, e vocês não tenham uma reserva de emergência. Nesse caso, você vai ser obrigado a se desfazer de ações ou cotas de FII mesmo que o mercado esteja em baixa. Além disso, o dinheiro não entra na sua conta imediatamente…

Então é prudente deixar um valor em renda fixa, com liquidez, para usar em caso de necessidade ou para projetos de curto e médio prazo. 😉

Por outro lado, o problema de apenas ver o dinheiro guardado como uma pilha é que, normalmente, não se consideram duas variáveis:

  • Inflação. As taxas de juros anunciadas, com exceção do Tesouro IPCA e outros investimentos semelhantes, são as nominais. Isso quer dizer que elas não consideram o efeito corrosivo da inflação, o que é inaceitável no longo prazo! Afinal, 100 reais hoje compram muito menos do que 100 reais há 10 anos atrás…
  • Ninguém sabe até quando vai viver. Você junta dinheiro calculando que vai viver mais 25 anos após a aposentadoria… E vai que vive mais 40? Quem compra ativos que geram renda tende a ter uma renda perpétua, que poderá até ser transmitida para seus descendentes. Lembre-se: você come os frutos, e não a árvore! Para isso, é fundamental fazer um bom acompanhamento desses investimentos – ou seja, cuidar do seu pomar. 😉

E agora?

Pense nas escolhas que você tem feito:

  • O que o dinheiro que você guardou até agora está gerando ou vai gerar para você e sua família?
  • O caminho que você escolheu para os seus investimentos vai te trazer tranquilidade no futuro?

Se você não gostar das suas respostas, a hora de mudar de rumo é agora!

Até a próxima!

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